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Théâtre La Licorne

França

Les Miniatures
de La Licorne Chère Famille!

Museu da Marioneta
7 e 8 de Maio às 22h


ENCENAÇÃO E CENOGRAFIA Claire Dancoisne
ACTOR-MANIPULADOR Thomas Dubois
OBJECTOS Alain Le Béon, Anne Legroux, Hervé Lesieur, Francis Obled e Patrick Smith
MÁSCARAS Hervé Lesieur
MÚSICA Pierre Vasseur
DESENHO DE LUZ Manu Robert
FIGURINOS Catherine Lefebvre assistida por Annette Six
FOTOGRAFIAS Laurent Pascal
TÉCNICA Teatro de objectos e marionetas
PÚBLICO-ALVO M/8
DURAÇÃO 40 minutos
IDIOMA Francês


Espectáculo para um actor, uma mesa, caixas de ferramentas e objectos miniaturizados para um encontro clandestino, efémeros momentos de circo... “Dois pequenos sapatos vermelhos e é a Mamã, a rainha das cavaleiras. Duas pequenas mãos de látex, retiradas de um frasco de pepino e eis a Avó que salta o círculo de fogo!”

Sozinho no seu atelier, no meio das suas chaves de bocas, o único sobrevivente de uma família de circassianos quer a partir deste momento acreditar nas potencialidades prodigiosas da sua caixa de ferramentas. Revolve a caixa e experimenta o que está no seu interior para daí saírem minúsculos objectos, como se fosse um chapéu de mágico, que utiliza para improvisar incríveis números de circo que transportam a memória da sua família.

Um poeta esfomeado por odores de palha, gordura e formol, cria impossíveis e fugazes momentos de circo numa pequena pista. Um demiurgo furioso vai dar vida a miniaturas épicas para imortalizar momentos invulgares, absurdos, cruéis ou insólitos... Uma pequena forma ou uma miniatura de La Licorne e todo o encanto do seu imaginário peculiar... singular e inesquecível!



Os pilares artísticos da companhia Théatre La Licorne, de Lille, são a encenadora Claire Danscoine e o cenógrafo Patrick Smith, criador de objectos e de máquinas. O seu projecto artístico propõe um teatro em que o objecto animado está no centro dos espectáculos, para os quais actores, artistas plásticos e músicos trabalham em conjunto para levar o mais longe possível o seu imaginário. A beleza das imagens e a magnitude da máscara são a sua forma de identificação desta linguagem teatral feita de carne, de papel, de ferro, de cores e de sons, e que atinge uma rara expressividade. O estilo único de La Licorne, pioneira em criações originais, onde o objecto é cúmplice do actor, inscreve-se simultaneamente numa via teatral contemporânea, percorrendo também os territórios das artes plásticas e da marioneta.

“Nesta economia de meios e de espaço, o espectador entra em apneia num mundo imenso, uma viagem no tempo, na memória do circo, na poesia das vidas. E é ela que ganha, a poesia, frágil como uma família de pássaros sobre um fio eléctrico...” - La Gazette Nord/Pas de Calais

“Le Théâtre de la Licorne faz o seu circo!!... Numa pista improvisada de 50 cm de diâmetro. Existem máscaras enigmáticas... e este mundo improvável, de bric-a-brac muito bem orquestrado... Por vezes grotesco, também divertido, às vezes monstruosamente engraçado... os números sucedem-se... E se o humor está presente neste mini espectáculo, a poesia tem também um lugar preponderante... bela representação!” - La Voix du Nord
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Tàbola Rassa

Espanha

El Avaro

Museu da Marioneta
9 de Maio às 22h
10 de Maio às 17h


IDEIA ORIGINAL Jordi Bertran
CONCEPÇÃO Jordi Bertran, Olivier Benoit, Miquel Gallardo
ENCENAÇÃO Olivier Benoit, Miquel Gallardo
ADAPTAÇÃO Eva Hibernia, Olivier Benoit, Miquel Gallardo
CENOGRAFIA Xavier Erra, Xavier Saló e Delphine Lancelle
ACTORES-MANIPULADORES Olivier Benoit, Jean-Baptiste Fontanarosa e Asier Saenz de Ugarte
DESENHO DE LUZ Daniel Ibor
DIRECÇÃO TÉCNICA Jorge García ou Sadock Mouelhi
TÉCNICA Teatro de objectos
PÚBLICO-ALVO M/12
DURAÇÃO 75 minutos
IDIOMA Espanhol


As mudanças climáticas estão a transformar o planeta Terra num deserto, onde o mais rico será o que detém a maior quantidade de água. O que aconteceria se o avarento apresentado no espectáculo desse um salto ao futuro e monopolizasse a água em vez de dinheiro? Depois de ver este espectáculo vai lavar as mãos com outros olhos...

O teatro de objectos pressupõe um olhar diferente sobre o mundo que nos rodeia, um convite para perceber em cada objecto as marcas da humanidade que o criou. É esta dimensão humana dos objectos que este espectáculo nos quer revelar. Nesta adaptação de O Avarento, de Molière, já não é o dinheiro que é o motivo de cobiça, mas a água. Os protagonistas desta comédia visionária não podiam ser senão torneiras, canos, tubos, mangueiras e recipientes de vários tipos. Doze personagens, manipuladas à vista por dois actores, interpretam esta versão atípica e divertida deste grande clássico. Imprescindível!

A companhia Tàbola Rassa nasceu com este espectáculo que, criado no seio da companhia Jordi Bertran, rapidamente passou a ser assumido pela Tàbola Rassa, formada pelos encenadores Olivier Benoit e Miquel Gallardo. Em 2004, Olivier Benoit passou a assumir sozinho a direcção da companhia. Desde a sua criação, com apresentações em mais de 15 países e um fantástico acolhimento do público e da crítica, a companhia ganhou reconhecimento internacional, o que faz com que, até agora, ainda seja muito solicitada para apresentar “El Avaro”, fazer workshops, participar em conferências, etc.
Olivier Benoit, aluno de Jacques Lecoq (1993-1995), também colaborou com outras companhias como o Teatro Paraíso ou a Companhia Toni Albà, projecta neste momento uma nova criação. Jean-Baptiste e Asier Saenz de Ugarte, também alunos de Jacques Lecoq (1993-95 e 2000-02), integraram o espectáculo e a companhia, respectivamente, a partir de 2004 e 2005.

“Para mim, o melhor foi a versão de Molière, da companhia Tàbola Rassa... com marionetas feitas com torneiras, tubos e por aí fora, presos a pedaços de tecido, manipulados por dois afirmados actores-manipuladores. Foi muito rápido, muito rude e extremamente divertido. O público estava extasiado e deu-lhes uma ovação. É curioso como meios muito simples aliados a uma ideia brilhante resultam geralmente em triunfo”. - Penny Francis – Animations Online

“Como é possível que um espectáculo nos tenha cativado desta forma!... A montagem superou tudo o que estava previsto quanto à animação, intensidade dramática, fantasia, sentimentos, ritmo cénico, cumplicidade com o público. ‘El Avaro’ seduziu do princípio ao fim, tanto pela inusitada imagem das torneiras vivas, como pelas preciosas imagens de cenas fantásticas e incríveis pela sua linguagem poética e imaginativa... O espectáculo teve uma soberba interpretação por parte dos actores-manipuladores. Ritmo, expressividade no texto, os dois actores fizeram uma interpretação impecável que esteve cheia de sensibilidade, de matizes e de sonoridades.
O espectáculo pode qualificar-se de êxito absoluto. À saída do teatro respiravam-se sensações de satisfação. Êxito, êxito, êxito...”. - Manuel Sesma - El Adelantado de Segovia


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Teatro de Ferro

Portugal

Dura Dita Dura

Museu da Marioneta
12 e 13 de Maio às 10h30 e 22h


INTERPRETAÇÃO Igor Gandra
FADO / CANÇÃO Ana Deus
DESENHO DE LUZ Rui Maia
DIRECÇÃO DE MONTAGEM Virgínia Moreira
ATELIÊ DE CONSTRUÇÃO Gil Rovisco, Virgínia Moreira e Américo Castanheira – Tudo Faço
FOTOGRAFIA DE CENA Susana Neves
DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO Carla Veloso
TÉCNICA Mista
PÚBLICO-ALVO M/6
IDIOMA Português
DURAÇÃO 50 minutos
Co-produção: FIMFA Lx9, Festival Internacional de Marionetas do Porto, Festival Escrita na Paisagem


«Era uma vez um menino pequeno que vivia num país pequeno virado para o grande oceano. Dizia-se que, nesse país, grandes homens e homens de todos os tamanhos se tinham lançado pelo mar dentro à procura de outros países e de outros homens. Mas isso tinha acontecido há tanto tempo que o menino de que estamos a falar nunca tinha molhado os pés no mar...»

“Dura Dita Dura” é a história de um menino, o Baltazar, que cresce algures, numa terriola perdida de um Portugal esquecido - mas apertadamente vigiado e auto-vigiado. Baltazar é mudo, mas não surdo. A sua vivacidade de menino fora do baralho conflitua manifestamente com o obscurantismo que caracteriza o Portugal dos pequeninos. Baltazar é um escândalo de silêncio num país silenciado. Mas não se escolhe o lugar e o tempo onde se nasce.

“Dura Dita Dura” é um espectáculo para todas as idades acerca da atmosfera de terror surdo que reinou durante meio século num país onde as paredes tinham ouvidos. Através do olhar atento, por vezes atónito, de uma criança bem-amada mas permeável ao mal-estar dominante, pretende-se dar a conhecer um passado ainda próximo que tende contudo a esbater-se nas «brumas da memória». Objectivo que nos parece urgente, quanto mais não seja porque já não falta, aqui e agora e por aí fora, gente a dizer que a ditadura salazarista não é tão má como a pintam.

O Teatro de Ferro desenvolve o seu trabalho desde 1999, nos campos do teatro de marionetas e do movimento. É na fusão destes elementos que o TdF forja o seu vocabulário teatral, performativo e interventivo.
O Teatro de Ferro tem apresentado anualmente três novas produções com objectivos distintos: um espectáculo para crianças, dirigido ao público escolar e familiar; um ateliê multidisciplinar com a duração de seis meses, que se materializa num espectáculo em que participam jovens integrados em projectos de reinserção social; um espectáculo de pesquisa onde se procuram caminhos inexplorados por este colectivo.
Desde 2003 tem contado com o apoio do Ministério da Cultura. A companhia está sediada na cidade de Gaia e tem direcção artística de Igor Gandra, que recebeu o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte, atribuído pelo Instituto das Artes.
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Akhe Theatre

Rússia

Gobo. Digital Glossary

Teatro Maria Matos
14 e 15 de Maio às 22h


ENCENAÇÃO Yana Tumina
PERFORMERS Maxim Isaev e Pavel Semchenko
DESENHO DE LUZ Vadim Gololobov
MÚSICA Andrey Sizintsev
VÍDEO Oleg Mikhaylov

CENOGRAFIA E INSTALAÇÃO VÍDEO Maria Bykova
TÉCNICA Teatro visual e objectos
PÚBLICO-ALVO M/10
DURAÇÃO 50 minutos
IDIOMA Sem palavras


Akhe Theatre, uma das companhias russas de teatro independente mais conhecidas, apresenta-se novamente no FIMFA com a sua última criação multimédia: “Gobo. Digital Glossary”. Os Akhe gostam de chamar “Teatro de Engenharia” aos seus espectáculos, com um certo toque de ironia, já que estes estão cheios de absurdos, objectos estranhos e de referências artísticas, mas são também caracterizados muitas vezes como “teatro óptico”. Os seus trabalhos são uma combinação de happenings, artes plásticas, instalação, vídeo e fotografia. Os actores definem-se a si próprios como “operadores do espaço cénico”. O Espaço é uma das personagens do espectáculo.

“Gobo. Digital Glossary” é uma tentativa de retratar um herói mítico da era digital, o Gobo. Mistura animação, cinema, pintura, elementos da natureza e da tecnologia digital, oscilando entre uma instalação e mini-performances. A cenografia não é mais do que um complexo laboratório cheio de artefactos, cabos, câmaras, líquidos, bonecos, raios laser e guitarras eléctricas, dispostos para a sua peculiar experimentação poética. Mini-câmaras registam os acontecimentos que são projectados em ecrãs para obter uma espécie de ‘visão múltipla’ do mesmo facto.

Um verdadeiro divertimento Dadaísta... Poético e incoerentemente fabuloso como um conto que nos pode transportar para onde nós não nos atreveríamos a sonhar, a abrir os olhos e a aventurar-nos.

Da obscuridade à luz, do riso ao choro, do absurdo à empatia...



A companhia Akhe Theatre, “Teatro de Engenharia Russo”, privilegia as acções e as imagens em relação à palavra, rejeita a realização linear do texto tradicional, apresentando a descrição das emoções do homem em confronto com os objectos que o rodeiam. Não é uma história, mas um processo de substituição ao palco cénico normal: como uma bizarra “criatura” muito mais fácil de observar do que de descrever. Experimentam não apenas a performance, mas também integram as artes plásticas, o cinema e o teatro de objectos. Já surpreenderam os públicos da Europa, América e Ásia.

Akhe é um colectivo de pintores, designers e actores que foi fundado em 1989, por três membros do teatro Boris Ponizovski "Yes - No". Os seus directores, Maxim Isaev e Pavel Semchenko, são originários do passado de vanguarda de São Petersburgo, onde grupos independentes de artistas e músicos literalmente explodiram nos anos 90, alunos de Timur Novikov e fans de Sergei Kurekhin. Perturbantes e ao mesmo tempo divertidos, os artistas do Akhe Group são embaixadores internacionais há duas décadas do “teatro de engenharia russo” que combina diferentes formas de expressão visual, criando um curioso imaginário que nos faz reflectir sobre a sociedade hipertecnológica.

Akhe Theatre ganhou o prémio do júri no Festival Arena (Alemanha), o primeiro prémio do Festival Fringe de Edimburgo (Escócia), o primeiro prémio do júri no Festival Mimos Perigueux (França), o prémio da crítica no Festival Unidram (Alemanha) e foi várias vezes premiado com o prémio Golden Mask, o óscar do teatro russo, estando novamente nomeados este ano.

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Gaspare Nasuto - Pulcinella di Mare

Itália

L’Antica Tradizione
di Pulcinella


Museu da Marioneta
15 e 16 de Maio às 22h
17 de Maio às 11h30


CRIAÇÃO E ACTOR-MANIPULADOR Gaspare Nasuto
TÉCNICA Marionetas de luva tradicionais napolitanas
PÚBLICO-ALVO M/6
DURAÇÃO 50 minutos
IDIOMA Napolitano


O autêntico e inimitável Pulcinella como nunca viram antes...

Gaspare Nasuto é uma verdadeira referência para todos os que querem conhecer os segredos das Guarattelle napolitanas, marionetas de luva tradicionais, que terão nascido em Nápoles por volta de 1500. Uma das suas grandes características é a voz de Pulcinella, realizada através de uma palheta (“pivetta”), um instrumento que o marionetista coloca no palato durante as representações. A este aspecto associa-se uma técnica exclusiva e surpreendente de movimentos e uma força de interpretação que tornam os espectáculos inesquecíveis e incrivelmente actuais.

Pulcinella, o primo do nosso Dom Roberto, um marco na família europeia dos Polichinelos, o antepassado, o original, terá sido por aqui que tudo começou... A marioneta percorreu a Europa deixando uma bela herança e uma visão muito dantesca do mundo.

Gaspare Nasuto, considerado um dos grandes mestres da tradição napolitana de marionetas, iniciou a sua actividade em 1989, como marionetista e escultor. O seu percurso artístico desenha-se entre a preservação da tradição oral das Guarattelle e a experimentação artística desta peculiar forma de teatro de marionetas. Cinco séculos da arte das marionetas napolitanas fundem-se na sua companhia especializada também na construção de marionetas, esculpidas em madeira de aveleira e cerejeira, no cuidado com que construiu o seu castelet, na utilização da palheta e da moca. Já participou em vários festivais internacionais e lecciona diversos workshops de marionetas. Os seus espectáculos para adultos têm sido verdadeiras surpresas ao longo dos anos, como “Un Faust per Guarattelle a Se77e”, inspirado no filme “O Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, ou “Aspetta Aspetta”, inspirado em “À espera de Godot”, de Beckett. Foi professor na Scuola di Pulcinella de Nápoles e é actualmente professor no Atelier delle Figure di Cervia em Emila Romagna e professor externo da Academia de Teatro de Osijek, na Croácia, onde é responsável pela cátedra de Teatro de Marionetas.
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Cie Mossoux-Bonté

Bélgica

Twin Houses

Teatro Maria Matos
16 de Maio às 22h
17 de Maio às 17h


AUTORIA E INTERPRETAÇÃO Nicole Mossoux
ENCENAÇÃO Nicole Mossoux e Patrick Bonté
CENOGRAFIA Johan Daenen
FIGURINOS Colette Huchard
MANEQUINS/MARIONETAS Jean-Pierre Finotto
MÚSICA Christian Genet
DIRECÇÃO DE CENA Mikha Wajnrych
DIRECÇÃO TÉCNICA Pierre Stoffyn
TÉCNICA Dança e marionetas
PÚBLICO-ALVO M/12
DURAÇÃO 60 minutos
IDIOMA Sem palavras
Em co-produção com Charleroi/Danses (Centre Chorégraphique de la Communauté Française Wallonie-Bruxelles), Atelier Sante-Anne e Brigittines


Imaginem que são invadidos por uma multitude de seres que actuam através de vocês sem pedirem a vossa opinião. Agarram partes dos vossos corpos, metem-se entre as vossas intenções e os vossos gestos, emitindo vozes contraditórias e discursos estranhos...

Twin Houses, um monólogo múltiplo, apresenta Nicole Mossoux e cinco marionetas, que confundem o público, ao ponto de não se saber quem é a marioneta e o manipulador, quem está vivo e quem está inanimado.

Um espectáculo que se tornou uma referência antológica no teatro visual e de marionetas contemporâneo, pela qualidade e beleza do seu movimento, referido nos manuais mais importantes, numa interessante junção entre dança e marionetas. Desde a sua estreia este espectáculo foi já apresentado em cinco continentes.

The Guardian referiu-se a Twin Houses como “uma peça muito surpreendente de teatro visual: misteriosa, sinistra, erótica, semelhante ao cruzamento entre o horror gótico de Edgar Allan Poe e... o surrealismo belga”. Le Soir denominou esta produção de “intensamente mágica”!

Nicole Mossoux e Patrick Bonté, após o seu encontro em 1985, já realizaram três filmes e vinte e dois espectáculos. Situados nas fronteiras da dança e do teatro, a sua pesquisa visa fundir estes dois campos numa só linguagem, explorando temáticas precisas e expressando-se através do movimento. Nos seus espectáculos, em que a presença do actor/bailarino é sempre fundamental, procuram criar uma atmosfera que toca o espectador, de forma a que este se sinta emocionalmente implicado, onde a sua individualidade seja guiada pela emoção.
Para além do “estilo” próprio e inegável da companhia, cada espectáculo, seja intimista ou envolvendo um grande elenco, aborda uma problemática particular. Cada criação, através de intenções teatrais, do gesto e pela combinação do que é estranho e familiar, procura explorar diversas matizes das áreas mais sombrias da sensibilidade humana, desejando encontrar um tom e uma linguagem que lhe sejam próprias. A visão criativa da companhia dirigida por um homem e por uma mulher demonstra alternadamente uma real complementaridade dos pólos masculino e feminino.
Os espectáculos de Nicole Mossoux et Patrick Bonté já foram apresentados em cerca de trinta países.
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La Chana Teatro

Espanha

Entre Dilúvios

Museu da Marioneta
21 a 23 de Maio às 22h


AUTORIA E ENCENAÇÃO Jaime Santos
ASSISTENTE DE ENCENAÇÃO Eric de Sarria
MÚSICA Pep Pascual
DESENHO DE SOM E LUZ Áurea Pérez
TÉCNICA Teatro de objectos
PÚBLICO-ALVO M/12
DURAÇÃO 60 minutos
IDIOMA Espanhol


E Deus criou o humor…?

Histórias bíblicas contadas com muito humor e com a utilização de objectos inusitados, como pedaços de madeiras recolhidos no mar e um urinol...

“Calvino utilizava as palavras como objectos na sua obra. Eu procuro usar os objectos como palavras, carregados de significados” – Jaime Santos.

A companhia La Chana Teatro apresenta “Entre Dilúvios” uma curiosa abordagem ao teatro de objectos com um texto cheio de humor. Os dilúvios deram lugar à morte e à vida... Contar histórias com objectos e palavras, de uma forma poética e absurda, alguns conflitos fundamentais do ser humano, a partir de passagens bíblicas como a Criação, o Paraíso, de Caim e Abel, de Sodoma e da Arca de Noé. São metáforas que ampliam a visão e nos obrigam a seguir por caminhos comuns mas diferentes. Os conflitos fundamentais do homem, a sua relação com o espaço, com a posse da terra, a religião, de uma forma surpreendente e absolutamente não religiosa, fugindo dos clichés, para que o espectador faça a sua própria narração. Mas, não se assustem, o espectáculo é super divertido e pouco mais se pode dizer... sem dúvida nenhuma, o melhor é vê-lo!

La Chana Teatro, cujo trajecto artístico está cheio de espectáculos inteligentes, é uma companhia criada em 1987 por Jaime Santos e Áurea Pérez, sediada em Salamanca. Têm uma forma peculiar e um estilo muito próprio de contar as suas histórias, como um jogo, mantendo sempre como protagonistas o objecto, a palavra, o espaço e a interpretação. Jaime Santos trabalha em teatro há 24 anos e, neste período, já montou mais de 20 espectáculos. É formado em Filologia Hispânica, além de ser actor, director, cenógrafo e manipulador de marionetas e de objectos. O nome “La Chana” foi escolhido pela sonoridade. Tem diversos significados que descobriu aos poucos: é o nome de uma canção folclórica espanhola muito popular, mas também é o nome de um jogo tradicional.
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Métalu A Chahuter

França

Pendule
Concerto de Objectos Animados


Teatro Maria Matos
21, 22 e 23 de Maio às 22h


CONCEPÇÃO, MÚSICOS E MANIPULADORES Man’Hu e Jéranium
TÉCNICA Objectos e música
PÚBLICO-ALVO M/8
DURAÇÃO 40 minutos
IDIOMA Sem palavras


Um concerto semi-automático de objectos animados...
Uma máquina sonora entre a escultura musical e a instalação animada...
Instalação mecânica de barriga aberta...

Um fantástico e gigantesco dispositivo mecânico no palco do Teatro Maria Matos!

Dois músicos manipulam calmamente uma instalação mecânica construída a partir da reciclagem e reunião de materiais diversos, que, quando colocada em movimento, propaga os seus movimentos e multiplica os sons. A presença de luzes e sombras reforça o aspecto espectacular do dispositivo em movimento, onde cada intervenção dos manipuladores é pontual e moderada. São apenas detonadores e observadores cuidadosos da ressonância dos seus gestos.

Os mecanismos estão à nossa frente, completamente expostos. Esta disposição do espaço permite ao espectador ver o que escuta e escutar o que vê. Revelando, assim, o motivo do desconcerto e do “re-concerto”, graças à relação que se instala entre ouvir e olhar.

Os vossos olhos não acreditarão nos vossos ouvidos...!

Jéranium, músico, compositor, inventa máquinas a partir de materiais reciclados. Apaixonado pela música mecânica, reparte as suas actividades entre diversos projectos, principalmente dentro do grupo de improvisação Silent Block. Converte-se em criador e director da orquestra de Leon Napakatbra. Paralelamente, concebe diversas exposições em volta de máquinas e co-realiza uma série de dez máquinas eróticas, com Frédéric Le Junter.
Man’Hu, cenógrafa, encontrou a equipa de Metalu A Chahuter em 2000 e trabalha nas montagens e desmontagens de Leon Napakatbra, prepara as festas e exposições de Métalu, decora diversas manifestações. Colabora com Delphine Sekulak e Marie Bouchacourt. Juntas criaram o colectivo de cenografia Hirsute, em 2002. Um ano mais tarde integra o grupo de construtores do submarino-laboratorio el Axolot que teve a sua estreia em Lille 2004, capital Europeia da cultura. Paralelamente, trabalha sobre o espectáculo Kiang da companhia Galouma, como construtora e Directora de Cena.
Métalu A Chahuter é um colectivo de artistas e técnicos, especializados nas artes de rua e na criação experimental. Os seus membros estão organizados em companhias ou colectivos.

“No final, espere ficar encantado com o espectáculo” – Cathy Blisson, Télérama “Uma instalação de rara poesia... com doçura, sensibilidade e dezenas de surpresas sonoras e visuais” – Sylvain Siclier, Le Monde


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Théâtre du Petit Miroir

França

A Criança Mágica
e o Rei Dragão


Museu do Oriente
23 de Maio às 21h30
24 de Maio às 16h


Extensão
Teatro Municipal da Guarda - Guarda
30 de Maio às 16h


ENCENAÇÃO E MANIPULAÇÃO Jean-Luc Penso
TÉCNICA Marionetas de sombras tradicionais chinesas
PÚBLICO-ALVO M/7
DURAÇÃO 55 minutos
IDIOMA Espanhol


Espectáculo musical com marionetas de sombras chinesas.

A Criança Mágica e o Rei Dragão é um espectáculo retirado do romance épico Fengshen Yanyi (A Investidura dos Deuses ou Unção dos Deuses). No teatro de marionetas chinês, e por superstição, esta história de lutas divinas só pode ser apresentada num teatro de sombras.

Lo Zha, a Criança Mágica, apesar de todos seus esforços para se disciplinar, comete erros bem maiores do que ele.
Então... o tigre leva uma sova... o arrogante Rei Dragão e seu filho, também arrogante, queixam-se, os fantasmas desesperam e o Rei dos Infernos exaspera-se...
Lo Zha tem de passar por muitas etapas difíceis antes que o próprio Imperador de Jade faça reconhecer a todos os seus verdadeiros méritos...



As marionetas de sombras chinesas não são apenas sombras, mas figuras de pele, finamente esculpidas e pintadas, são translúcidas, projectando sombras coloridas no ecrã. A tradição do teatro de sombras chinês é extremamente antiga. As marionetas de sombras utilizadas são provenientes de diferentes teatros de sombras da China. As sombras em pele de búfalo pertencem ao teatro de sombras de Shanxi, as de pele de burro ao teatro de sombras de He Pei. O teatro de sombras de Taiwan utiliza também a pele de búfalo. As marionetas de sombras chinesas utilizadas neste espectáculo, em pele de búfalo, são na sua maioria bastante antigas, sobreviventes da Revolução Cultural, onde muitas foram queimadas, e pertencem à colecção do Théâtre du Petit Miroir.

Um espectáculo a não perder, de rara beleza e magnifica manipulação, recriado pelo Théâtre du Petit Miror.

O Théâtre du Petit Miror foi fundado por Jean-Luc Penso. Inspirado pelas artes dramáticas chinesas apresenta, desde 1978, espectáculos com marionetas tradicionais chinesas, para além de outras criações baseadas nos grandes temas da mitologia mundial e do repertório francês.
Este percurso apoia-se numa técnica rigorosa adquirida em Taiwan, durante cinco anos, com o mestre Li Tien Lu, uma das personagens chaves do mundo das marionetas, artista maravilhoso e grande pedagogo, falecido em 1998. Homenageado no seu país, foi considerado um “tesouro nacional vivo” e um dos pilares da identidade de Taiwan.
Herdeiro deste grande mestre das marionetas, o Théâtre du Petit Miror, continua a propagar esta tradição chinesa. A companhia possui várias produções encenadas em França e na Ásia, onde fez numerosas digressões, para além de uma cooperação com a companhia Yi Wan Jan de Taipei. Foi a primeira companhia de marionetas ocidental convidada a actuar na China depois da Revolução Cultural, em Abril de 1981. Em 1990 aprendeu as técnicas do teatro de sombras chinês com um mestre de Taiwan.
Encorajado pelo mestre Li Tien Lu para utilizar as técnicas de marionetas chinesas em contextos não asiáticos, Jean-Luc Penso tem, desde 1985, expandido o seu repertório incluindo trabalhos de tradição europeia. Em 2007 foi galardoado pela Fundação Cultural Franco-Taiwanesa pelo seu contributo nas relações culturais entre França e Taiwan. Desde 2000 que o Théâtre du Petit Miror possui uma pequena sala em Paris, onde apresenta regularmente espectáculos, realiza ateliers e estágios.

“Um Francês fez reviver toda a magia do Teatro chinês.
Ontem à noite o Théâtre du Petit Miror apresentou o espectáculo “A Criança Magica e o Rei Dragão". O público não apenas apreciou com deleite mas também aplaudia sempre... Embora o espectáculo seja feito com sombras, os corpos das personagens, as suas mãos e os seus pés são vivos e bem hábeis, as suas formas são belas, as suas características bem desenhadas, revelam todas as faces desta arte tradicional. A música, as luzes e o cenário acrescentam o sucesso do espectáculo.” - Macau Daily News

“Um público encantado composto por crianças e adultos... no Museu das Artes Asiáticas (de Nice) assistiu a um espectáculo do Théâtre du Petit Miror. Acabado de chegar de uma temporada na China, esta companhia, dirigida por um competente sinólogo, Jean-Luc Penso, apresentou em Nice “A Criança Mágica e o Rei Dragão”.... Na tela branca desfilavam os pedaços de sonho...“ - Nice-Matin

“As marionetas de sombras são verdadeiros objectos de arte construídas com uma técnica chinesa muito antiga: em pele de búfalo, finamente cortadas em lamelas, ficam translúcidas ao deixar passar a luz... Música soberba... Magnifico”. - Télérama


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Tof Théâtre

Bélgica

Por cima da Duna

Centro Cultural de Belém
Sala de Ensaio

26 a 29 de Maio às 11h

30 de Maio às 11h30
31 de Maio às 11h30

CONCEPÇÃO, ESCRITA, ENCENAÇÃO E MARIONETAS Alain Moreau
ACTORES-MANIPULADORES Julie Antoine, François Ebouelé e Toztli Godines de Dios
CENÁRIO Alaine Moreau com a ajuda dos actores-manipuladores
COMPOSIÇÃO MUSICAL Max Vandervorst
CRIAÇÃO DE LUZ E RÉGIE Dimitri Joukovsky
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA Céline Robaszynski ajudada por Fredo Lubansu
CONSTRUÇÕES VÁRIAS Michel Van Brussel e Simon Janne
AJUDA À CRIAÇÃO Karine Birgé, Emilie Plazolles e Daniel Van Hassel
TÉCNICA Marionetas de mesa – manipulação à vista
PÚBLICO-ALVO Dos 3 aos 5 anos
DURAÇÃO 60 minutos
IDIOMA Sem palavras


Espectáculo sem palavras para três actores-manipuladores, dois encenadores e uma centena de espectadores.


“Num quadro, a história de René que é perseguido por um canário...
No preciso momento em que escrevo estas linhas, a criação do espectáculo está em curso. O sonho é o meu fio condutor. Existe uma banheira, areia, o mar e muitas outras coisas... e marionetas. Os muito pequenos e os muito grandes misturam-se alegremente. Vejo este espectáculo de uma forma intimista.
A doce loucura, a ternura e o surrealismo terão certamente o seu lugar...” - Alain Moreau.

A companhia belga Tof Théâtre nasceu a 25 de Fevereiro de 1987 por iniciativa de Alain Moreau, na ocasião da criação do espectáculo “Le Tour du Bloc”. Concebido inicialmente para adultos, será também apresentada uma versão para o público jovem. Foi representado mais de 500 vezes pelo mundo inteiro. Adepto do “realismo reduzido”, Tof perverte as técnicas tradicionais de manipulação e oferece o marionetista ao olhar do espectador, utilizando manipulação à vista. A marioneta está sempre no centro dos seus espectáculos, as suas dimensões podem variar entre os 5 centímetros e os 5 metros, dirigindo-se a adultos, crianças e muitas vezes a ambos, reunidos num prazer partilhado. A companhia saiu da obscuridade das salas de espectáculos e apresentou-se na rua com “Bistouri”, “Les Bénévoles” e “Fritkot”, viajando pelo mundo inteiro, tendo recebido numerosos prémios em diversos festivais.

O trabalho do grupo é reconhecido pela sua mestria técnica e pela qualidade da sua cenografia. Nos espectáculos utilizam uma linguagem imaginária baseada em sons, efeitos sonoros e onomatopeias. Esta linguagem universal, simples e compreensível de todos, permite à companhia apresentar os seus espectáculos para todos os públicos. Apaixonados pelas pequenas histórias da vida diária, relatam a epopeia da banalidade, onde o quotidiano é docemente ridicularizado. Frequentemente sem palavras, salpicados de humor e de emoções, os Tof Théâtre emprestam-nos a sua lupa carinhosa e crítica para vermos os nossos pequenos dramas em detalhe.


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Márcia Lança

Portugal

Dos Joelhos para Baixo

Museu da Marioneta
27 de Maio às 22h

CRIAÇÃO, DESENHO E INTERPRETAÇÃO Márcia Lança
COLABORAÇÃO ARTÍSTICA Iuri Albarran e Tiago Hespanha
MÚSICA E DESENHO DE SOM Nuno Morão
FOTOGRAFIA Iuri Albarran
RESIDÊNCIA ARTÍSTICA Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo e Atelier Re.al, Lisboa
PRODUÇÃO Vagar
TÉCNICA Dança e objectos
PÚBLICO-ALVO M/8
DURAÇÃO 35 minutos
IDIOMA Sem palavras
Finalista do Programa Jovens Artistas Jovens


Um solo de Márcia Lança a partir de uma cidade de papel...

Sobre “dos joelhos para baixo”
“Partindo de um desenho nascido no ATL da escola n°6 de Campo de Ourique em que os traços do lápis foram apagados pela borracha, notei que apagar sem deixar marcas era impossível. Passei, depois deste episódio, um ano a desenhar. O que fazia era seleccionar um momento do dia que tivesse tido lugar num espaço específico e desenhar os percursos que eu e outras pessoas tínhamos feito nesse lugar. Assim, para que nos pudéssemos movimentar no papel era necessário apagar-nos e redesenhar-nos noutra zona da folha. Notei que os percursos e os movimentos das pessoas no desenho podiam ser reconstruídos pelo rasto que era deixado ao apagar. Coloquei esta questão em cena, passando do suporte folha de papel ao suporte “espaço”.

Mantive a folha de papel e trabalhei-a no estúdio fazendo-a interagir comigo. Surgiu destas experiências, que inicialmente se reduziam à transformação da matéria folha noutras matérias, uma série de acções com homens e mulheres de papel. Estas personagens são expostas a sequências de acontecimentos que determinam o seu fim ou continuação na peça. Uma cidade de papel toma forma lentamente”. – Márcia Lança



“Márcia Lança de Lisboa, venceu com “O traço e a ausência”, um projecto de dança, mas que desafia a definição. A sua proposta é pertinente e madura tanto no nível de rigor e coerência da interpretação, como no género do espectáculo que se insere numa clara corrente contemporânea, mais dada às artes dos trabalhos manuais e ao pormenor. Um trabalho de minúcia e sensibilidade de construção em papel, com sentido crítico e humor”. - Cláudia Galhós, Revista Actual, Expresso.

“Um mundo onírico de papel assinado por Márcia Lança... Em “dos joelhos para baixo”, Márcia Lança deixa-se sugestionar por uma lembrança de infância: traços de lápis sobre uma folha de papel e a impossibilidade de os apagar, a exigência de lhes esboçar percursos que permaneçam nítidos. Este ponto de partida gráfico transforma-se numa forma viva, suspensa entre o corpo da performer e a estrutura de papel” - Bellini, B. e Oliva, L.,Jornal do Vie Scena Contemporanea Festival, Modena.

“A crua delicadeza de um mundo de papel... A performance de Márcia Lança encanta pela simplicidade mas, sobretudo, por uma dimensão crítica que consegue impor-se com uma eficácia clara e uma violência subtil... “Dos joelhos para baixo” é o primeiro espectáculo de uma jovem artista que conseguiu encontrar uma linguagem que fascina e faz pensar.” - Fumagalli, A., Jornal do Vie Scena Contemporanea Festival, Modena.


Márcia Lança nasceu em Beja em 1982. Estuda Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de Lisboa. Em 2006 é finalista do Programa Jovens Artistas Jovens com o solo “Dos Joelhos para Baixo”. Destaca o trabalho de intérprete com os coreógrafos João Fiadeiro (“Existência” e “Para onde vai a luz quando se apaga?”), Cláudia Dias (co-criação de “3 Figuras do Excesso” e colaboração em “Visita Guiada2). Colaborou em 2005/06 com Olga Mesa no Pôle Sud em Estrasburgo. Inicia a sua formação em Artes do Espectáculo no Chapitô (1999/02). Da formação em dança destaca ex.e.r.ce 05 do CCN de Montpellier, o curso básico de Análise do Movimento, pelo IAM (2004) o Curso de Dança Contemporânea e Pesquisa de Movimento na SNDO de Amesterdão (2003), o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica no Fórum-Dança (2002) e a formação contínua no C.E.M. (2001/04). Estudou Voz no Conservatório Regional do Baixo Alentejo (1998/99) e desenvolveu composição vocal com Francisco D’Orey, Catherine Rey, Meredith Monk e Lúcia Lemos.


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Familie Flöz

Alemanha

Hotel Paradiso

Teatro Nacional D. Maria II
28 e 29 de Maio às 21h30


CRIAÇÃO Anna Kistel, Sebastian Kautz, Thomas Rascher, Hajo Schüler, Frederik Rohn e Michael Vogel
ACTORES Anna Kistel, Sebastian Kautz, Thomas Rascher e Frederik Rohn
ENCENAÇÃO Michael Vogel
CENOGRAFIA Michael Ottopal
MÁSCARAS Hajo Schüler
FIGURINOS Eliseu R. Weide
DESENHO DE LUZ Reinhard Hubert
DESENHO DE SOM Dirk Schröder
DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO Gianni Bettucci
CO-PRODUÇÃO Familie Flöz, Theaterhaus Stuttgart e Theater Duisburg
TÉCNICA Máscaras
PÚBLICO-ALVO M/10
DURAÇÃO 80 minutos
IDIOMA Sem palavras


O caminho para o paraíso passa pelo inferno!

Acontecimentos muito estranhos ocorrem no tradicional "Hotel Paradiso", uma pequena empresa familiar que se mantém de pé graças aos esforços da sua velha directora.

Uma fonte termal promete aliviar as doenças do corpo e do espírito e sobre a porta de entrada do hotel brilham quatro estrelas. No entanto, no céu e na terra também há nuvens escuras. O filho sonha com um grande amor, enquanto luta incansavelmente com a sua irmã pela direcção do hotel. A empregada rouba os hóspedes e o cozinheiro não corta apenas bifes de porco...



Quando o primeiro morto aparece, pessoal e hóspedes, sem excepção, vêm-se envolvidos num turbilhão de acontecimentos fatais. Entre vertiginosas cadeias montanhosas abrem-se obscuros abismos sem fundo, dos quais ninguém pode escapar. O destino do hotel parece traçado: os cadáveres nunca são bons para o negócio.

Nunca até agora a Família Flöz tinha sido tão malvada e misteriosa. Um sonho alpino cheio de humor negro, sentimentos tortuosos e um toque de melancolia.

“Soberbo!” - The Stage, UK.

“Não conseguimos parar de rir. É um espectáculo inesquecível” - La Republica, Itália.

A Familie Flöz foi criada em 1994 e é uma companhia internacional de criadores teatrais: actores, músicos, bailarinos, encenadores, construtores de máscaras, desenhadores de luzes e de figurinos, cenógrafos, dramaturgos e outros profissionais provenientes de dez países.

Num constante redescobrir de disciplinas centenárias como a actuação teatral, máscaras, marionetas, dança, clown, magia, acrobacia e improvisação, a Familie Flöz cria sucessos teatrais de uma poesia incomparável. A “melhor companhia alemã de comédia”, sediada em Berlim, desde 2001, já galardoada com numerosos prémios internacionais, tem encantado o público desde a Austrália até ao Zimbabwe, da China ao México, chega finalmente a Portugal. Depois de continuarem a correr mundo com os seus espectáculos de grande êxito, como Ristorante Immortale (1998), Teatro Delusio (2004) e Infinita (2007), Hotel Paradiso, a sua última criação, está prestes a abrir a sua porta no Teatro Nacional D. Maria II.
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La Tête dans le Sac - Marionnettes

Suíça

Fantômas Probablement

Museu da Marioneta
29 e 30 de Maio às 22h


ENCENAÇÃO, CONSTRUÇÃO E ACTORES-MANIPULADORES Cécile Chevalier e Franck Fedele
MÚSICA Géraldine Schenkel, Seby Ciurcina, Marcello
DESENHO DE LUZ Florence Guillermin
LUZ E SOM Emilie Poirier
TÉCNICA Mista
PÚBLICO-ALVO M/8
DURAÇÃO 70 minutos
IDIOMA Francês e português


Fantômas!
-Como?
-Eu disse… Fantômas.
-Mas o que é que isso significa?
-Nada... e tudo!
-Mas quem é?
-Ninguém... No entanto, é alguém!
-E o que é que esse alguém faz?
-Espalha o terror!
Primeiras linhas de Fantômas, a primeira novela da série.

Marionetas do submundo… Um espectáculo especial, surreal, revolucionário e de terror, com vinte marionetas e dois marionetistas, sobre o universo de... Fantômas!

Ninguém sabe exactamente
Ninguém
Pode dizer com precisão
Quem é Fantômas
A sua sombra paira acima dos mistérios mais estranhos, a sua marca encontra-se nos crimes mais inexplicáveis.



Fantômas nasceu num certo dia de Fevereiro de 1911, é imortal, “é o Senhor do terror, o génio do mal, o anti-herói de uma série de 32 novelas de crime francesas anteriores à Primeira Guerra Mundial, escritas por Pierre Souvestre e Marcel Allain. Fantômas comete os crimes mais horrendos: substitui perfume por ácido sulfúrico nos grandes armazéns parisienses; liberta ratos empestados num cruzeiro de luxo, ou força uma vítima a presenciar a sua própria morte colocando-a de cabeça para cima numa guilhotina. Fantômas é o mestre dos mil disfarces e o líder do vasto exército de "apaches" (marginais). Fantômas pode ser qualquer pessoa e nenhuma, estar em toda a parte e em lado nenhum, declarando uma guerra implacável contra a sociedade burguesa onde se move com toda a facilidade e segurança”. Acautelem-se pois o Senhor do Terror chegou…

Fantômas é encantador, conseguiu chamar a atenção de figuras como René Magritte ou Apollinaire, cuja leitura destes romances-folhetins consideravam “uma ocupação poética do mais alto interesse”, de Picasso e Juan Gris, que se declararam seus admiradores e até Mike Patton, cantor dos Faith no More, que utilizou o seu nome para uma das suas bandas, já para não falar da sua inspiração cinematográfica.

Marionetas macabras, do “underground”, das quadrilhas, propõem-nos o seu olhar sobre este “herói”, através da sua imaginação deformada levam-nos à caça de Fantômas, em ruas sombrias, lugares perigosos, antros, cabarés. De qualquer forma, as suas aventuras não têm fim, nem lógica, é sempre Fantômas, reaparecendo com novas identidades. Após numerosas mudanças de identidades e de ressurreições, finalmente, o único meio de prender Fantômas é talvez... tornar-se Fantômas.

A companhia "La Tête dans le Sac – Marionnettes" é uma família de marionetistas. Uma família, em constante expansão como o Universo, que, segundo fontes desconhecidas, tem 23 marionetas e 2 marionetistas. É difícil saber com precisão quando começaram as suas actividades. Os membros de “Tête dans le Sac – Marionnettes” são todos criadores e actores, artistas e pensadores, que desenvolvem o trabalho artístico colectivamente. Para conseguirem ler os 32 volumes de “Fantômas”, dividiram aleatoriamente a leitura das 12800 páginas e, destas leituras, geraram uma interpretação livre e colectiva do mito de Fantômas, baseando a estrutura dramatúrgica segundo as palavras de Apollinaire: “Extraordinária novela, cheia de vida e imaginação... Fantômas é uma das obras mais ricas que existem”.
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Stuffed Puppet Theatre

Holanda

Vampyr

Teatro Nacional D. Maria II
30 de Maio às 21h30
31 de Maio às 16h


CONCEITO, MARIONETAS E ACTOR-MANIPULADOR Neville Tranter
TEXTO Jan Veldman
ENCENAÇÃO Allan Zipson
AMBIENTE SONORO Ferdinand Bakker e Kim Hayworth
DESENHO DE LUZ Desirée Van Gelderen
TÉCNICA Mista
PÚBLICO-ALVO Maiores de 14 anos
DURAÇÃO 80 minutos
IDIOMA Inglês
Uma produção da companhia Stuffed Puppet
em co-produção com Schauspielhaus Wien


Vampyr, um conto de fadas para adultos. Uma história que junta rituais, medos, romantismo, coragem, cobardia… mas também algumas gotas de sangue. Uma história sobre a vida e a morte, casamentos de pais solteiros, o crescimento dos filhos e de vampiros, condimentada com terror, humor e infidelidade.

Num parque de campismo holandês, que à primeira vista parece muito divertido, o dono e o seu assustador ajudante preparam planos sombrios. Pretendem ganhar o máximo de dinheiro com os campistas, mas por meios ilegais. Durante o entretenimento nocturno, cujo tema é o "horror", as coisas ficam fora do controlo e a única forma de salvar a situação é sacrificar um dos campistas… O parque é ainda ocupado por habitantes invisíveis… um velho vampiro, que está de olho numa rapariga doente, o filho vampiro adolescente e o seu anjo da guarda.

Virtuosidade, poder e humor avassalador, Neville Tranter e as suas extraordinárias marionetas... Cada espectáculo propõe uma visão do mundo corrosiva, cómica e trágica, com uma infinita ternura pelos “deslocados”, os frágeis, os deixados por sua conta e risco. Depois de Faust, Macbeth, Salomé, Frankenstein e Hitler, Neville convida-nos de novo a reencontrar monstros: os vampiros...



“O seu universo desenha-se em palco, ele está presente, rodeado pelas suas criaturas de tamanho quase humano, com caras e mãos enormes. Bocas abertas, olhos brilhantes, são sórdidas, divertidas ou comoventes. A sua presença é de tal forma que nós só as vemos a elas: o olhar dos espectadores é constantemente atraído por elas, e não sobre ele, o actor humano, bem vivo. Neville Tranter é a sua voz, o seu guia, o seu servidor. Ele gosta desta relação estranha, destas relações de força e de ternura entre mestre e servidor, criador e marioneta” - Le Monde.


Stuffed Puppet Theatre - um teatro de marionetas para adultos composto por um actor-manipulador, o mestre Neville Tranter, e pelas suas marionetas de tamanho humano.
Neville Tranter nasceu em 1955 na Austrália, em Toowoomba. Terminou os seus estudos dramáticos com o encenador americano Robert Gist em Queensland, em 1976, e estagiou com o Billbar Puppet Theatre. Radicado na Holanda, após a participação do Stuffed Puppet Theatre no Festival of Fools em Amsterdão, em 1978, desenvolveu neste país o seu teatro de marionetas visual, emocional e adulto até atingir a forma actual. No seu modo brutal, impiedoso e poético, Tranter consegue levar o público a confrontar-se com os seus medos e sonhos, anseios e desejos, geralmente personificados em marionetas que falam, de tamanho natural. Combina um cenário minimal com sofisticação musical, luminotécnica e sonora, utilizando desde os dispositivos teatrais mais antigos às tecnologias mais modernas. Apresenta-se sozinho em cena, apenas com as suas marionetas e alguns assistentes nos bastidores, mas consegue evocar imagens que o público dificilmente esquecerá. Um virtuoso da manipulação, por vezes parece ser duas pessoas, transformando o seu corpo de actor num objecto manipulado.
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Thalias Kompagnons

Alemanha

O que faz o Vermelho
à Quinta-Feira?


Museu da Marioneta
31 de Maio às 15h30
1 de Junho às 10h30


IDEIA E INTERPRETAÇÃO Joachim Torbahn
ENCENAÇÃO Ruta Platais
TÉCNICA Pintura em directo
PÚBLICO-ALVO M/4
DURAÇÃO 40 minutos
IDIOMA Quase sem palavras


Uma história colorida dividida em sete capítulos, para crianças a partir dos 4 anos.
Pintura ao vivo ao som da música de Maurice Ravel e Claude Debussy.

Pode a pintura no palco ser feita ao vivo? Será possível deixar participar as crianças em viagens de exploração espontâneas de um pintor guiado pela sua inspiração? Podem as crianças divertir-se com o jogo de linhas, formas e cores? Que histórias se desenvolvem e se desvanecem quando pintamos? Serão estas histórias que dão significado à obra terminada...?

Joachim Torbahn, pintor e actor, e a encenadora Ruta Platais encontraram juntos as respostas a estas questões.
O resultado: um quadro em sete partes, quase sem palavras, pintado ao vivo no palco, sob uma tela transparente.

A companhia Thalias Kompagnons propõe ao jovem público uma criação “participativa”, onde mistura pintura e teatro, despertando a criatividade infantil através do lado abstracto das obras apresentadas por Joachim Torbahn”.

As cores são misturadas. Os pincéis já estão prontos. No palco o pintor começa por uma pequena pinta vermelha e coloca a questão às crianças. “O que faz o Vermelho à Quinta-Feira?”.

Uma pintura em sete capítulos, quase sem palavras, mas muito inspirada... Um quadro, um pintor e o lado mágico da criação.

“Um espectáculo subtil, minimal... despretensioso, sem pressão para rir... uma peça didáctica com a sua própria dinâmica...” - Abendzeitung

“Torbahn mostra, por exemplo, que o espontâneo prazer do movimento, do ritmo e das imagens criadas, aparentemente “incompletas”, têm uma contagiante vitalidade e dão asas à nossa imaginação... não apenas recomendado, mas divertido também” - Nürnberger Nachrichten

Thalias Kompagnons foi fundada em 1990 por Tristan Vogt e Joachim Torbahn. Em 1997 a companhia (em parceria com Theater Salz & Pfeffer) abriu o seu próprio teatro em Nuremberga.
Thalias Kompagnons faz diversas tournées e actua frequentemente em festivais internacionais na Suíça, Áustria, Holanda, Luxemburgo, Finlândia, Eslovénia, Itália, Polónia, Hungria, Ucrânia, Israel, Coreia do Sul, Japão e Austrália.
Joachim Torbahn estudou Arte em Viena e trabalhou como cenógrafo para diversos teatros e óperas. Constrói a cenografia e as marionetas para os Thalias Kompagnons desde a sua criação e, desde 1998, participa nos espectáculos também como marionetista. Tristan Vogt estudou Literatura Alemã e Sociologia e é, desde 1990, marionetista profissional, autor e encenador. Ambos os membros são professores convidados da Ernst Busch School for Performing Arts (no departamento de Teatro de Marionetas) em Berlim.
As suas produções apresentam uma interessante fusão entre marionetas, teatro, música e animação. Com as suas produções de teatro/pintura – pintura ao vivo/música, criaram uma síntese especial de arte e teatro. Utilizam frequentemente marionetas de luva, pintura, máscaras, objectos e projecções vídeo.
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Taiyuan Puppet Theatre Company

Taiwan

Marionetas Tradicionais
de Taiwan


Museu da Marioneta
5 e 6 de Junho às 22h

7 de Junho às 15h30


DIRECÇÃO ARTÍSTICA E TÉCNICA Wu Shanshan
ACTORES-MANIPULADORES Huang Wushan e Lai Shi-an
DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO Robin Ruizendaal
TÉCNICA Marionetas de luva tradicionais de Taiwan
PÚBLICO-ALVO M/7
IDIOMA Sem palavras
DURAÇÃO 45 minutos

O teatro de marionetas de luva de Taiwan possui uma tradição extremamente rica e diversificada, de grande beleza, música e escultura aliadas a uma técnica de manipulação muito delicada.

O mestre Chen Xihuang, com 79 anos, é actualmente o marionetista mais célebre de Taiwan. Iniciou o seu percurso com marionetas quando tinha 13 anos, com o seu pai, o famoso marionetista Li Tianlu. O seu bisavô era professor do Imperador na corte de Pequim e, actualmente ainda vive num apartamento da grande e tradicional mansão do bisavô, em Taipei.

Durante cerca de 60 anos, Chen desenvolveu e melhorou as técnicas das marionetas de luva de Taiwan, elevando-as a um nível de grande qualidade. Os seus estudantes formam agora o grupo do futuro das marionetas de luva de Taiwan. Já actuou em mais de 30 países e a sua atitude profissional e respectiva interpretação de diferentes personagens é uma enorme inspiração para todos que com ele trabalham. Nos últimos anos também mostrou o seu virtuosismo em espectáculos mais contemporâneos, que obtiveram um grande sucesso. A sua versatilidade, a sua herança e personalidade tornam-no um actor fora de série do teatro de marionetas, bem como uma figura carismática das artes de Taiwan.



Neste espectáculo, mestre Chen irá mostrar ao público a delicada gestualidade e movimentos específicos de diversas marionetas de luva, com uma agilidade e beleza surpreendentes, que irão demonstrar o grau de perfeição adquirido e a enorme versatilidade destas marionetas. Poderemos ver a jovem senhora, palhaços e vilões, e até um velho homem a fumar um cachimbo verdadeiro... mas as cenas de luta são absolutamente inesquecíveis e incríveis...

O grupo Taiyuan Puppet Theatre foi fundado em 2001 por Paul Lin com o objectivo de preservar esta tradição e, simultaneamente criar espectáculos novos e inovadores. A companhia está sediada no Lin Liu-Hsin Puppet Theatre Museum em Dadaocheng, no velho centro de Taipei. O seu director criativo é Robin Ruizendaal, escritor, designer e investigador, Ph.D. em Sinologia - Teatro de Marionetas Chinês e director do Lin Liu-Hsin Puppet Theatre Museum. Taiyuan Puppet Theatre apresenta espectáculos tradicionais num palco com cerca de cem anos, bem como espectáculos contemporâneos, em que interagem marionetistas, actores e músicos. Já actuaram em mais de 20 países, incluindo o Purcell Room e Victoria and Albert Museum, em Londres, na América Central e do Sul, no Traditional Opera Theatre em Hanoi, Union Square em São Francisco, Casa Mila em Barcelona, no Camboja e, é claro, nas ruas e teatros da velha Taipei.

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Madalena Victorino

Portugal

Lembranças


Museu da Marioneta
5 e 6 de Junho às 20 e 23h


CRIACÃO COLECTIVA DE Madalena Victorino com Ana Cloe, Ainhoa Vidal, Carla Chambel, Claúdia Gaiolas, Catarina Requeijo, Cláudio Silva, Joana Providência, José Abreu, Letícia Liesenfeld, Lucília Raimundo, Mafalda Saloio, Miguel Fragata, Nicolas Brites e Paula Diogo
TÉCNICA Teatro, dança e objectos
PÚBLICO-ALVO M/8
DURAÇÃO 90 minutos
IDIOMA Português
Projecto produzido pela Fundação Caixa Geral de Depósitos - Culturgest

São 13 breves peças que se localizam entre o teatro com objectos e a dança. Ficcionam para um grupo restrito de pessoas de cada vez, um mundo insólito de poesia. Duram entre cinco a dez minutos cada uma e oferecem experiências que não se esquecem. 13 ficções coreográficas, que usando as ferramentas do humor, do amor, do terror e da acção, divertem, encantam e intrigam.

Para seguir estas lembranças basta deambular pelo convento e encontrar as luzes que piscam. Partimos e encontramos alguém que nos convida. Somos guiados pelos trilhos da delicadeza, do detalhe, do insólito e de alguma suspensão. Um teatro para viver o embate da vertigem quando não sentimos a fronteira entre actor e espectador.

“... esta criadora, juntamente com um punhado de jovens e excelentes actores, propôs passagens breves mas intensas por factos sensíveis, que se articularam entre si na construção de um universo singular... Em cada instante pares de espectadores podiam encontrar-se no interior de uma lembrança, nas imediações de um espaço íntimo, participando no jogo da memória que se constrói com pequenos objectos, sobre e com os lugares… Profundamente vibrátil.” – Daniel Tércio, Revista Actual, Expresso

“... peças de teatro num espaço onde nunca se imaginou fazer teatro... Um palco onde se contam histórias de amor… Histórias de amores impossíveis representadas, imagine-se, com recurso a dois amendoins. O que ali aconteceu, em quatro récitas, não se tornará a repetir.” – Paula Rocha, Jornal de Notícias


Madalena Victorino estudou dança contemporânea na London School of Contemporary Dance e obteve o grau de professora de Dança na Universidade de Londres, Goldsmith’s College / Laban Centre for Movement and Dance. Trabalha como coreógrafa e professora nas áreas da composição, da pedagogia da dança, das artes na comunidade e na educação, assim como, as relações entre o teatro e a dança.
Tem coreografado extensivamente para lugares não convencionais, como fábricas, parques de estacionamento, museus, florestas…
Entre 1996 e 2008 foi assessora para a área da Pedagogia e Animação na Fundação Centro Cultural de Belém. Entre 2000 e 2004, em conjunto com Giacomo Scalisi, foi co-directora do Projecto Europeu de Artes do Espectáculo para um Público Jovem, Percursos.
Como principais trabalhos coreográficos destacam-se “Projecto Tojeira” (1989), “Torrefacção” (1990), “A Festa” (1993), “Dias Felizes” de Samuel Beckett (2001), “Lembranças” (2006), “A linha da Viagem” e “Caruma” (2007), considerado pela imprensa o melhor espectáculo de dança do ano.

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